segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Seja.

A vida é uma só e nela você deve fazer tudo o que quiser e se permitir ser o que tiver vontade. Como professores, temos o dom e o amor por ensinar e isso deve ser exercido e transmitido a todo o momento. Professor é aquele que se permite ser inteiramente amor pelo aprendizado. Seja bem vindo! :)


O professor, algumas vezes, é visto como o profissional que ensina, educa, cobra, corrige, dá regras e cria fila para vários momentos. Caso o contrário, é possível que muitos dedos apontem para ele indicando que não é firme, não mostra respeito, não cobra... não é professor. Mas, como é SER professor?!

Ser professor é dedicar-se a melhor atuação do outro, estando interessado ou indiferente. A partir disso, despertar o interesse de cada aluno, de várias maneiras possíveis e ao mesmo tempo. Ainda assim, sem perder sua personalidade, forma de ensinar e acreditar que bons resultados surgirão.

Ser professor é planejar uma “super” aula com todos os atrativos possíveis e, ainda assim, pensar que fracassou. Depois disso, ensinar com o método caracterizado “antiquado ou formal” e alcançar o maior e melhor resultado que já observou em seus alunos.

Ser professor é, por alguns segundos, fazer uma retrospectiva do seu mês ou ano letivo e ver o quão melhor se transformou a partir do momento que teve novos alunos entrando em sua vida e profissão. Desde o aluno mais calado ao mais participativo, do alto ao baixo, do amarelo ao vermelho, encontrar marcas de cada um na sua personalidade e, com muito orgulho, carregá-las para o resto da vida.

Ser professor é aprender com seus limites, sua alegria, seu orgulho, sua participação, sua tristeza, força e garra, em todos os momentos. E, quando acha que já ensinou tudo, vem um novo aluno que lhe ensina algo que jamais cogitou ter esquecido ou jamais escutado.

Enfim, ser professor é ser você mesmo: com todos os erros, defeitos, qualidades, alegrias, crenças, maneiras, manias e costumes e, mesmo assim, não ter a ousadia de limitar-se em explicações. Sempre ir por mais.

                                                           “Basta ser sincero
                                                           E desejar profundo.
                                                           Você será capaz
                                                           De sacudir o mundo.”

                                                                                                          (Raul Seixas)

Crie.

Se tem uma coisa que mexe com a felicidade mais profunda de uma pessoa, é a capacidade de criar! Agora imagine um professor, precisando tornar sua aula bacana todos os dias, convivendo com a criação de coisas. E, melhor ainda, imagine despertar nos alunos essa mesma capacidade de criar!!! É um processo lindo. Seja bem vindo! :)



Já conversei com vários profissionais que alegam não serem pessoas criativas. Não confere com a matéria contida aqui! Segundo esse artigo no site g1, “Ser criativo não é um dom. É uma habilidade humana. Todos têm. As últimas descobertas científicas provam exatamente isso. Solte a imaginação. Você pode ser mais criativo e vai descobrir como.”

Na mesma matéria, a criatividade é destacada como algo que possui fases e deve ser exercitado. Quanto mais se trabalha com ela, mais ela vem. Professores possuem bastante habilidade com isso já que, hoje em dia, uma aula diferenciada, repleta de recursos e dinâmicas ajuda na transmissão do conhecimento.

E quanto aos alunos? Bom, desde que vi algumas crianças de 6 e 7 anos comporem uma música, de nada mais duvido! Crianças possuem um pensamento tão isento de barreiras, que essa liberdade só demonstra o quão criativos eles podem ser! E, em sala de aula, isso é um prato cheio! Histórias, músicas, diferentes brincadeiras, enfim, quando houver a oportunidade, deixem os alunos falar. Eles podem dar um caminho novo e lindo para a aula!

E por falar em caminho novo e lindo, segue um pequeno exemplo. Buscando diferenciar as aulas, criei com meus alunos da 8ª Série um Show de Talentos Musicais na escola! A atividade não pode ser mais bem sucedida. O colégio inteiro se envolveu, vários alunos participaram e lotamos o saguão na noite de apresentação. O mais incrível foi ver que a ideia e execução do projeto partiu da criatividade dos alunos daquela turma: prêmios, patrocínio, ingressos, decoração, sonoplastia, apresentação, tudo com eles! E dentre tudo isso, para a divulgação e convite aos alunos, produzimos esse vídeo:


E aqui, seguem algumas fotos da linda noite de apresentações:



 Os organizadores:



Os participantes:


As campeãs mirins:


O campeão jovem:


Concluindo, um evento que parte da ideia de uma aula, que promove talentos, envolve a escola e a comunidade inteira, só pode mostrar que ser criativo é possível! Trabalhar em equipe é possível! Ser professor ou aluno e amar o que está fazendo, é maravilhoso!

domingo, 23 de novembro de 2014

Busque.

O ser humano tem como instinto estar em uma constante mudança e busca pela perfeição, seja na parte profissional, pessoal, espiritual ou social. É normal nos questionarmos sobre o que estamos fazendo, para onde vamos e o que buscamos. Mas afinal, ser insatisfeito é algo positivo? Seja bem vindo! :)


À medida que vamos amadurecendo, nossas buscas vão mudando. Quando criança, queremos ficar adolescentes e sair da escola. Quando adolescentes, queremos ir para a faculdade em busca de um futuro promissor. Quando adultos, queremos terminar a graduação e nos estabelecermos em um bom emprego que nos dê bons resultados. Também queremos formar uma família, comprar uma casa e um carro, ter férias no verão e que a aposentadoria chegue... Mas e o agora?! Porque nos preocupamos tanto com o amanhã?

Nessa 8ª publicação do Blog, queremos debater sobre “buscar”. E como professores, é super importante que jamais nos deixemos acomodar pelo cansaço ou conformismo, como se já soubéssemos tudo. Sim, nós ensinamos os nossos alunos. Mas não, nós não sabemos e nem nunca saberemos de tudo. A tecnologia está a mil e a cada mês que passa, parece que nossos alunos estão muito mais a nossa frente nesse quesito.

Está certo que muitos de nós aprendeu a ensinar de uma forma menos lúdica, com menos jogos e ferramentas virtuais dos dias de hoje, mas, porque não se habituar e usar todas essas “amigas tecnológicas” que estão a nossa disposição?! Fácil pode não parecer, mas impossível é óbvio que não é.

Uma aula recheada com atividades lúdicas, jogos, brincadeiras, dinâmicas e tecnologias rende muito e se torna muito mais interessante, aos olhos dos educandos, do que podemos imaginar. Isso não significa que os livros e materiais didáticos devem ser deixados de lado. O modo “antigo” de ensinar já “formou” muitos profissionais competentes e instruídas de muito conhecimento.

Contudo, nós blogueiras, queremos com essa publicação, sensibilizar a todos os profissionais para que jamais se acomodem e pensem que já aprenderam tudo ou que dá muito trabalho pesquisar. Pesquise, procure, ache, repasse e reproduza. Tudo isso vai acrescentar inúmeras possibilidades e bons frutos na sua vida profissional, pessoal e social.

“Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas.
Muito conhecimento, que se sintam humildes.”
                                                                           
(Leonardo da Vinci)

Inove.

Mesmice cansa. Satura os alunos e a aula não rende. Por vezes, chega a ser estressante. Mas e quanto ao professor? Ele próprio não cansa de ensinar sempre o mesmo conteúdo, passar sempre pelas mesmas coisas, ano após ano e ainda ter que fazer o ensino ser eficaz? Cansa. Dar uma mudada de vez em quando é sempre uma boa pedida! Seja bem vindo :)




Engraçado como ouvir os alunos é sempre construtivo. Por várias vezes escutei as ideias que eles tinham e mudei a aula de última aula. Pra melhor. Aquelas cabecinhas estão fervendo. Há tanta coisa linda lá dentro, algumas possíveis, outras não, mas todas criativas. E desses pensamentos surgem muitas aulas inovadoras, que tornam o conhecimento muito mais significativo.


Quantas crianças emocionam-se com o fato de estarem decifrando letras, mas não conseguem interpretar o que leem? O aprendizado precisa ser significativo. E dar um “up” nas aulas ajuda bastante. O mundo inteiro gira em torno de ideias inovadores pois são elas que funcionam.


Adotar costumes divertidos para alguns momentos das aulas, dinâmicas, jogos, brincadeiras, tecnologia, enfim, tudo o que ilustre de forma chamativa o conteúdo está valendo! Que da trabalho da mas, convenhamos, não é problema pra quem é apaixonado pelo que faz.


Numa dessas aulas inovadoras, construí com meus alunos um LipDub. Trata-se de um clipe de uma música, onde os personagens dublam sua letra (saiba mais aqui!). Quis fazer um projeto com todas as minhas turmas de música sobre interpretação. Que eles ouvissem as músicas e as entendessem profundamente (o que, certamente, os tornou mais crítico em relação ao que escutam), demonstrando isso no vídeo. Cada turma recebeu uma parte diferente da letra, criou um roteiro de vídeo e colocamos a ideia em prática.


Eu podia simplesmente ensinar a música e pedir que eles respondessem algumas perguntas. Mas não, preferi trazer minha câmera, produzir os mais diversos adereços, usar muitas aulas gravando e horas editando. O que eu ganhei com isso? Significar o conhecimento para os alunos. Aulas divertidíssimas. E um resultado lindo!


Pire.

Conforme a 4ª postagem do blog, falamos sobre ser inspiração e exemplo a ser seguido. Todo o professor leva essa “carga” consigo, de ser correto e ensinar o melhor a ser feito. É claro que apoiamos e acreditamos nessa ideia que abordamos, mas também não significa que todos os padrões devem ser perpetuados e seguidos sem mudança e inovação. Seja bem vindo! :)


Porque não “pirar”?! Porque não se permitir?! Boas coisas acontecem para quem sabe enxergá-las pelo lado positivo. Porque o tropeço não pode ser um acerto? E o acerto, não pode ser comemorado? Não só pode, como deve.


Leia livros diferentes, ouça músicas diferentes, cante e pule com os alunos, comemore e aprenda mais, enxergue o mundo com outros olhos, troque o seu modo de olhar novamente, inspire e respire... E não se esqueça: pire! Pire mesmo, da melhor e mais sincera forma possível. Encha seu pulmão de ar e vá firme às suas escolhas!


Assim, seus alunos vão se permitirem pirar e se inspirar junto a ti, fazendo com que os dias sejam mais prósperos, as aulas sejam mais produtivas, o lado positivo seja sempre evidenciado, o fortalecimento esteja concretizado e o conhecimento, alcançado.


E mesmo quando as coisas parecerem difíceis, o desinteresse por parte dos alunos começar a aparecer... pire novamente. E se precisar, pire outra vez. Pirar também faz parte e positivo. Isso pode te fazer mais firme e criativo na busca pelo ensino-aprendizagem. A troca do educador para o educando e vice versa.


Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura.”
(Aristóteles)

sábado, 22 de novembro de 2014

Respire.

Seja lá o que você estiver fazendo, pare. Pare só por alguns instantes. Respire fundo várias vezes. Feche os olhos. Ouça os sons mais distantes. Acalme-se.  O mundo não vai acabar durante esses segundos. A situação não vai piorar se você parar de pensar nela por alguns momentos. Só respire. Todo mundo, principalmente os professores, precisam de uma pausa. Seja bem vindo! :)


Já reparou que todo mundo que é professor sempre diz estar ocupado? Não é mentira! Eles, de fato, estão. A rotina é bem cansativa ao corpo e estressante à mente.

Tudo na vida é uma questão de escolha, claro. E, talvez, os profissionais da educação escolheram essa agitação por realmente gostarem dela. E, apesar de ser um dia-a-dia bem corrido, lógico que ser professor é bem bacana. Mas, às vezes, cansa. E cansa mais do que normal. É uma exaustão mental, cabeça cheia, corpo cansado, ideias a mil, força de menos, frustração.

Acontece que, apesar do que muita gente pensa, o professor tem uma vida fora da escola. Filhos, pais, casa, cachorro, hobby, etc e tal. E professores também (praticamente mais que todo mundo) precisam se divertir. Precisam fazer coisas que os deixem felizes, realizados, que os façam sentir completos. E também precisam respirar, relaxar, entrar em equilíbrio.

É estando bem consigo mesmo, que o professor passa algo bom para o aluno. É cuidando dele mesmo, que ele poderá fazer a diferença nas aulas. É respirando, que ele fará os alunos respirarem também. Acalme-se que eles se acalmarão também. Questão de energia.

Eu tive a oportunidade de acompanhar uma turma e uma professora que me deixaram uma lição importantíssima. No início do ano, a sala de aula era um agito só. As crianças falavam alto, caminhavam, brigavam... E a professora lá: tranquila, voz calma, resolvendo tudo com amáveis conversas. Eu, na minha revolta, pensava que estava tudo errado. Que ela devia ter pulso firme, ser mais rígida, algo assim. Mas não. Lá estava ela, sorridente e serena.

Para a minha surpresa, alguns meses depois, me dei conta de que a turma estava totalmente igual a professora. Era quase um milagre! As aulas eram calmas tanto quanto ela. Apesar da agitação natural das crianças, reinava a paz no lugar. Incrível!

No fim das contas, só pude perceber que, além de ensinar pelo exemplo, os professores criam uma ambiência em sua sala. Os alunos o acompanham. Quanto mais tranquilos eles estiverem, mais tranquila estará a turma! No fim das contas, respire professor! Os alunos também irão e tudo ficará em paz!!!

"O professor disserta sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme, 
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudí-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O rofessor baixa a voz,
Com medo de acordá-lo."


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Inspire.

Todo mundo tem uma pessoa que leva como modelo, exemplo ou inspiração na sua vida. Como professor, é muito comum saber que um aluno o leva como exemplo e jamais se esquecerá dos momentos e aprendizados que teve com o seu educador. Mas, o que é que você fez para se tornar inspiração?! Seja bem vindo! :)


Muitas vezes, podemos preparar a melhor aula da nossa vida, depositar todas as expectativas na execução dela e o resultado não ser bem como esperávamos. O que sentiremos? Decepção, isso é normal. Estávamos entusiasmados e daí... Não foi bem assim. E ao mesmo tempo, quando não imaginamos, podendo estar cansados ou chateados, tomamos iniciativas que fazem com que os alunos brilhem os olhos.Tornamo-nos inspiração aos pequenos (ou nem tão pequenos) olhos que nos miram curiosos a cada passo que vamos dar. Esses mesmos olhos sentem que tudo o que fazemos é algo a ser levado como sagrado, para toda a vida que há de seguir. Dali por diante, esses educandos lembrarão os momentos marcantes que tiveram ao lado de seus educadores e colocarão em prática o que os tocou, encantou e inspirou!Para isso, é importante que tenhamos claro que estamos fazendo o que amamos, para o nosso bem e do aluno que estamos guiando, devemos saber as escolhas certas a fazer e também apontar as erradas, pois os alunos ainda não as conhecem. O professor-inspiração vai conversar com o aluno de igual para igual, não deixando de mostrar que é um mestre. Esse mesmo professor vai cativar o aluno e mostrar o quão importante e único ele é para ele e para todos os que o cercam.Essa inspiração vai vir nos momentos bons e nos turbulentos, quando você está explodindo de alegria ou quando está estressado pelo desgaste do trabalho. Os inspirados vão notar que você também tem defeitos e também tem fraquezas, mas que suas qualidades e a sua capacidade de acreditar se revelam muito mais brilhosos que qualquer escuridão. O professor-inspiração sabe colocar o amor naquilo que ensina e esperança naquilo que faz. O professor-inspiração busca sempre o melhor em tudo e deixa de lado o que não foi tão bom assim. O professor-inspiração vai perceber o quão inspirador foi, quando perceber nos educandos que passaram, traços de momentos que compartilharam.Seja você também, um professor-inspiração!

          "Eu vejo um novo começo de era
                      De gente fina, elegante e sincera
                                Com habilidade pra dizer mais 'sim'
                                               Do que 'não'."
(Lulu Santos)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ensine.


Entre os muitos verbos que existem por essa Língua Portuguesa a fora, “ensinar” é um dos mais lindos. E complicados. E abrangentes. E encantadores. E cheio de responsabilidades. E complexos. E muitos “eteceteras” ainda, mas deixemos os demais adjetivos para o post. Seja bem vindo! :)



Em certa ocasião, eu como professora de música, precisei ajustar algumas turmas da oficina de violão. Quando se trabalha com grupos, é meio complicado ter aquele olhar pessoal que cada aluno merece. Temos várias individualidades num mesmo espaço e, por mais que tratemos à turma como sendo um todo, há momentos em que cada estudante precisa ser atendido de forma especial. Então, resolvi fazer uma pequena “audição” com cada um, pra ver a quantas andavam as habilidades no violão deles e, assim, separá-los em níveis para poder trabalhar de acordo.

Que maravilhosa surpresa! Aqueles mesmos alunos que, há alguns meses não faziam ideia de com segurar um violão, estavam agora seguros, dominando seu instrumento, mostrando que sabiam o que estavam fazendo. Quase não contive a emoção de ver que, o que cada um estava fazendo ali na minha frente, eu que tinha ensinado. Demonstrado, insistido, vivido junto com eles.

Assim como ler. Escrever. Calcular desde as fórmulas mais comuns, até as mais complexas. Quem é professor sabe que não existe sentimento que se iguale àquele de perceber que seu aluno aprendeu o que você ensinou.

Infelizmente, nem tudo o que você tenta ensinar da certo. O professor nada mais é do que aquele que coloca um mundo inteiro de conhecimento na mão do aluno. Se isso será assimilado, vivido, aproveitado, é papel do próprio estudante. São tristes as vezes em que fazemos o possível e impossível para o aluno realmente aprender, e não temos sucesso... Porém, pessoalmente, eu tenho uma pontinha de esperança de que, mesmo que, aparentemente, o aluno não aprendeu, em algum momento da vida dele, ele se dará conta e vai lembrar.

E saber que aqueles pequenos ou grandes estudantes que passaram por você, levarão para a vida inteira o conhecimento e/ou as vivências que você colocou a disposição dele, não tem preço. Talvez, mais para frente, ele nem lembre ao certo como fazer um Dó Maior no violão. Mas ele já soube, já o usou, o tocou, se apresentou com ele e viveu momentos que, esses sim, não esquecerá. E ter parte dessa responsabilidade, como professor, é lindo!

Para finalizar o post, nada mais justo do que essa linda reflexão trazida por Rubem Alves:


“Ensinar
é um exercício
de imortalidade.
De alguma forma
continuamos a viver
naqueles cujos olhos
aprenderam a ver o mundo
pela magia da nossa palavra.
O professor, assim, não morre
jamais...”

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Aprenda.


Segundo o site Wikipédia, o "Professor é uma pessoa que ensina uma ciência, arte, técnica ou outro conhecimento". É o indivíduo que transfere o que sabe para o seu corpo discente e busca, com essa passagem de conhecimento, um resultado positivo. Mas não é apenas isso! Professor pode, e muito, aprender com os seus alunos." Seja bem vindo! :)


Também utilizando o Wikipédia como fonte, encontramos a definição de aluno: "é o indivíduo que recebe formação e instrução de um ou vários professores ou mestres para adquirir ou ampliar seus conhecimentos". Certo, levando ao pé da letra, pode até ser, mas na prática é possível perceber que não, que o aluno também pode ampliar e somar no resultado do conhecimento.

É sobre isso que vamos abordar a postagem de hoje: o professor que aprende ensinando. Você como professor, deve ter o controle do conteúdo, da turma e do que vai proporcionar aos alunos a cada aula que chega, mas o aluno também tem sede de falar, compartilhar e somar para o andamento do aprendizado. Isso pode acontecer de maneira simples e proveitosa no cotidiano em sala de aula.

A partir do momento em que diálogos, dúvidas e perguntas surgem naturalmente da parte dos alunos, nada melhor que o professor permitir essa abertura para que a sala debata os conteúdos, histórias, fatos e exercícios destinados à faixa etária da turma e currículo da série. Os alunos certamente se sentirão mais acolhidos e parte dos assuntos estudados, encontrando maior prazer e interesse em aprender com a professora e, sem perceberem, ensinarem a educadora a perceber o mundo com os olhos dos aprendizes.

Esse tipo de atitude e metodologia tornará possível a colheita de frutos melhores e colaborará para o melhor andamento do ano letivo e dos objetivos que devem ser alcançados. Todos nós temos o que ensinar a alguém, por mais novo, velho, rico, pobre, alto ou baixo que possamos ser.

Por isso, professores e professoras, nós apostamos e acreditamos no aprendizado e ensinamento mútuo, onde a sala de aula se tornará local de lazer e o tempo passará depressa. Os conteúdos serão diversão e as obrigações, serão tiradas de letra por você e pelos educandos que lhe cercam.

Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar."
(Esopo)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Goste.


Decididamente, ser professor é algo que não é pra todo mundo. Ainda assim, todo mundo pode ser. Parece contraditório, mas é bastante simples: se tu gostar, tu pode ser. E o “gostar” também é uma questão de querer e o querer também é uma questão de gostar. Pois é, agora ta começando a ficar confuso (risos) mas é sobre isso que é o nosso primeiro post! Seja bem vindo. :)



Citemos um livro. “Um bom professor faz toda a diferença” de Taylor Mali começa com uma poesia interessantíssima. No poema é contado que, em certa ocasião, um advogado fala sobre a profissão de educador com muito desprezo. O próprio autor do livro é um professor que participa da cena, ouvindo as rudes colocações em silêncio. Lá, ele não responde. Mas ao chegar em casa, escreve a poesia.

Em um dos trechos da poesia, o professor responde ao advogado o que ele realmente faz e o quanto ganha:

“Quer saber mais o que eu faço?
Faço os alunos imaginarem,
Questionarem.
Criticarem.
Eu os faço pedir desculpas sinceras.
Eu os faço escrever, escrever, escrever,
E depois ler.
Eu os faço soletrar
Ansioso, exceção, ansioso, exceção,
Até gravarem pra sempre a grafia correta dessas palavras.
Eu faço os alunos demonstrarem todos os cálculos matemáticos realizados
para chegar às respostas dos problemas.
E faço com que apresentem a redação final como se nunca tivessem produzido um rascunho sequer.
Eu os faço entender que, se você tem um talento, deve segui-lo.
E se alguém quiser julgá-lo pelo que você ganha, mostre o que você faz.
Olhe, deixe-me explicar direitinho,
Para você entender que estou dizendo a verdade:
Sabe o que os professores fazem?
Os professores fazem a diferença!
E você?”

O jeito é conviver com uma rotina bem cansativa e estressante. Fins de semana são pra relaxar, mas não completamente. Aula para planejar, provas e trabalhos pra corrigir. Em sala de aula, aparecem os alunos engraçadinhos, com dificuldades, revoltados, muito acima da média, muito abaixo da média... e você precisa coloca-los por quatro horas na mesma sala e ensiná-los. Por vezes, educa-los. Mostrar que o mundo não gira em torno das vontades de cada um e que ali, se não reinar o respeito, nada acontece.

O mais interessante de tudo são os momentos em que é necessário mostrar os dois caminhos: o certo e o errado. E, mais difícil que isso, temos que deixa-los escolher sozinhos. Os alunos vem, depois vão, e o professor continua ali. Numa missão imprescindível ao mundo e sequer ganhando um salário bom.

Mas então por que eles continuam lá?

Voltemos a questão do início: porque eles gostam. E não é um “gostar” impresso nos genes de alguns especiais seres humanos, é um “gostar”       que veio da própria experiência ao exercer a profissão. O gostar do dia-a-dia, das vivências e enxergar as dificuldades com olhos esperançosos. É o gostar de agir, de melhorar um pouquinho do mundo e, como no título do livro citado anteriormente, gostar de “fazer toda a diferença”.


Se, depois de uma semana corrida, estressante e, por vezes frustrante, um aluno olha em seus olhos e diz: “que sorte eu tive de ter a melhor professora do mundo” e você se emociona, como se todos os problemas evaporassem naquele exato segundo e tudo valesse a pena, parabéns! Você gosta! Você é professor.